Chega de padrões

A beleza de não seguir imposições

Todas as épocas são marcadas por um padrão estético que, para a maioria das pessoas, é imposto como belo. Como se fosse possível generalizar algo tão particular como a beleza.  Desde a década de 90, com a expansão da comunicação e da imagem como símbolo, a magreza se tornou uma verdadeira obsessão.

Segundo os últimos dados do IBGE (2014) quase 60% da população está acima do peso, dentro da estatística, por questões fisiológicas e genéticas, a maioria são mulheres (58,2 %). Mas, estar com quilinhos a mais nem sempre quer dizer não estar em dia com a sua saúde. Além disso, para a maioria das mulheres que desejam emagrecer, a questão de fugir do preconceito é muito maior do que estar saudável.

Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer “ela é linda de rosto” ou “ela é bonita, mas é gorda”? Como se fosse impossível ser bela e acima do peso.

Hoje, cada vez mais, as mulheres estão ganhando poder, voz e liberdade para escolherem o que de fato as representam. Nesse contexto, o IMC, está longe de ser o fator mais importante e o caminho para acabar com os padrões de beleza – mesmo com muito esforço – ainda é longo.

A mídia por sua vez, tem o papel de reforçar a desmistificação desses padrões. Algumas marcas de moda, beleza e esportes, estão fazendo a lição de casa e empoderando mulheres de todos os perfis na sua comunicação, sem que isso seja tratado com algo fora da curva.

E por falar em quebrar barreira, a blogueira Jú Romano (Entre Topetes e Vinis), foi além e com muito orgulho, aceitou o convite da Playboy brasileira para ser a primeira gorda a estampar suas páginas. Conversando com o Além da Beleza, ela contou sobre o ensaio e a sua relação de beleza: “Eu vejo minha sensualidade na minha personalidade. Sou confiante, bem-humorada e sempre fui resolvida em relação à minha aparência. Fiquei muito surpresa com o convite da Playboy, pois nunca antes houve uma representação gorda na maior revista masculina do mundo.  Aceitei pensando que poderia ser uma possibilidade de fortalecer de forma positiva a autoestima de muitas outras mulheres que, por algum motivo, não se consideram bonitas”.

Que o exemplo da Jú continue inspirando e encorajando todas as pessoas a se sentirem bonitas independentemente de padrões.