Outubro Rosa 2017

O cenário do câncer de mama no Brasil e as formas de diagnosticar a doença

O Outubro Rosa chegou mais uma vez para lembrar às mulheres sobre a importância da prevenção e detecção precoce do câncer de mama. Um levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), aponta que são esperados cerca de 60 mil novos casos a cada ano somente no Brasil.  Além disso, também indica que a doença atinge de 8% a 12% das mulheres até 80 anos de idade. As causas do tumor são variadas, quem tem casos na família, tem mais chances de desenvolver a doença. O diagnóstico tardio é a principal causa de morte – 27% descobrem este tipo de câncer em estágio já avançado.

Quando falamos em Outubro Rosa, logo se pensa no autoexame, certo? Porém, a medicina avançou e o método que, há muito tempo, era indicado para identificar sinais da doença deixou de ser estimulado. Quem explica o motivo é a cirurgiã plástica Ingrid Luckmann: “O autoexame das mamas deu lugar para os exames por imagem, como a mamografia, a ultrassonografia e a ressonância magnética, que possuem maior eficácia no diagnóstico para pacientes a partir dos 40 anos. O autoexame não foi e não deve ser descartado, no entanto, quando se identifica um nódulo por esse método, as chances dele já estar em um estágio avançado são muito altas”.

Mas, não podemos ficar focadas no diagnóstico por exames. A doença apresenta outros sintomas, como: presença de caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do seio; e, liberação de secreção ou sangue pelo mamilo.

Mas qual é a relação de um cirurgião plástico com o câncer de mama? O papel desse especialista é essencial para a recuperação da autoestima das mulheres que passam pelo processo de mastectomia parcial ou total. A reconstrução pode ser realizada imediatamente após a retirada ou posteriormente ao tratamento completo da doença.

Segundo a doutora Ingrid, é preciso também ficar atento à escolha da prótese correta para cada procedimento. Para a reconstrução, normalmente, são escolhidas as anatômicas ou “em gota”, que simulam melhor o formato mamário natural, já que estas pacientes perderam todo o tecido mamário.

Já para contribuir na prevenção da doença, a médica reforça que hábitos saudáveis são fundamentais. E isso inclui, evitar o tabagismo e o álcool, seguir uma dieta balanceada com o acompanhamento de um profissional e praticar exercícios físicos regularmente.

Este é um trabalho e vigilância contínuos que tanto as pacientes, quanto os médicos e todo o sistema público de saúde devem se atentar. “Iluminar pontos turísticos de rosa e vestir uma camiseta durante o mês ajuda, mas sabemos que não resolve se paciente não se tratar. E fica o reforço, ao menor sinal ou dúvida, consulte um médico de sua confiança imediatamente”, declara a médica.

 

BR/0573/2017/Out/2017