Afinal de contas, o que é peeling?

Feito em consultório, o tratamento é indicado para combater manchas, acne e ainda rejuvenescer a cútis

Se, por um lado, os dias frios do inverno causam ressecamento e descamação na pele, por outro, a menor incidência do sol torna o período ideal para alguns procedimentos estéticos um pouco mais agressivos na pele. É o caso, por exemplo, dos peelings. Mas o que é peeling? São tratamentos que promovem uma descamação controlada da pele e ajudam a amenizar problemas como manchas, acne e até rugas superficiais.

“O procedimento ajuda a renovar, principalmente, as camadas superficiais da pele, melhorando a textura, o brilho e, ainda, deixando o tecido com aspecto mais homogêneo e macio”, explica o dermatologista André Braz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e responsável pela Clínica Dermatológica Dr. André Braz, no Rio de Janeiro.

Conheça o seu

Agora que já sabemos o que é peeling, é importante dizer que são classificados em três tipos: superficiais, médios e profundos. Os superficiais, como o nome já diz, atuam apenas na primeira camada da pele (a mais aparente) e causam pouca descamação após dois ou três dias do procedimento – são os preferidos hoje exatamente por não causarem tanto desconforto nos dias seguintes ao procedimento. Os tipos mais comuns são os que usam ácido glicólico, salicílico ou retinóico e, por serem leves, precisam de duas ou três sessões a cada 15 dias para um melhor resultado.

Já os médios usam soluções mais concentradas e atuam de forma um pouco mais profunda, provocando descamação mais intensa em até cinco dias. “Eles também tratam acne e manchas, mas em graus de maior gravidade”, afirma a dermatologista Mônica Aribi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, de São Paulo.

Por fim, os peelings profundos atingem até a derme, a camada mais funda da pele e são indicados para envelhecimento intenso ou cicatrizes de acne. Feitos com ácidos ou com lasers (como o de CO2), são considerados mais agressivos – a pele fica escura ou avermelhada nos primeiros dias e descama de forma intensa nos dias seguintes ao tratamento. “O processo todo pode levar até 10 dias e, nesse período, indicamos o afastamento das atividades normais”, explica a dermatologista.

M e l h o r a n d o   a   a p a r ê n c i a

Depois de um surto de acne adulta, a consultora comercial Simone Gusmão Garcia de Freitas, de 30 anos, decidiu se submeter a um peeling para tratar o problema. Por estar sempre em reunião com clientes, optou pela versão mais leve para não sofrer tanto na recuperação. “O resultado foi ótimo e a descamação, mínima. Senti que as lesões secaram, as manchas ficaram mais discretas e a pele ficou mais iluminada”, afirma ela, que pretende fazer mais uma sessão para manter os bons resultados.