Como prevenir herpes labial

Cerca de 80% dos brasileiros já teve contato com a doença

Quem já viveu isso sabe o quanto pode ser incômodo. Uma ardência e depois uma coceirinha adiantam o que está por vir, por fim, a vermelhidão e as bolhas aparecem anunciando o herpes labial. Essa enfermidade é uma infecção causada pelo vírus herpes simples e seu contágio mais comum é feito de pessoa para pessoa, o que se torna ainda mais fácil quando há contato direto, como o beijo, por exemplo.

De acordo com a dermatologista Denise Steiner, as características da doença são a ardência, o dolorido da pele e posteriormente bolhas agrupadas, que se rompem e formam uma crosta. “Nesta última fase, o perigo de transmissão aumenta e por isso é importante saber como prevenir herpes labial”, explica a Dra. Denise.

A porcentagem da população brasileira que tem ou teve contato com o vírus é alarmante, cerca de 80%. E não é apenas o incômodo. Alguns casos mais graves podem resultar em pneumonia e encefalites (inflamações agudas do cérebro, habitualmente causadas por uma infecção viral), alerta  o médico infectologista Marcos Antônio Cyrillo.

Infelizmente, o herpes labial não tem cura, já que o vírus se instala de forma oculta no organismo e fica esperando uma oportunidade para ser reativado. “Quando a imunidade do paciente cai, reaparece”, diz o Dr. Cyrillo. ”A luz solar intensa, febre e outras infecções que diminuem a resistência orgânica e estresse emocional são grandes ativadores da enfermidade”, complementa.

A duração dos sintomas é de 5 a 10 dias por crise e seu tratamento é feito com antiviral (via oral ou tópica). “Os remédios são usados até cicatrizar, conforme a gravidade de cada caso. Eles agridem o vírus, mas não conseguem eliminá-lo totalmente”, ressalta Denise. Outras dicas importantes de como prevenir herpes labial ou impedir um agravamento do caso são evitar furar as bolhas e lavar sempre as mãos após manipular as feridas (isso porque a virose pode ser transmitida para outros locais do corpo).

E o que fazer quando surgem manifestações sequenciais da doença? Dr. Cyrillo recomenda procurar um médico infectologista para avaliação do estado imunitário do paciente. “Muitas vezes, as pessoas precisam tomar a medicação por meses para que o vírus não se multiplique”, orienta.

A Dra. Denise alerta que quando há muitas reincidências, o indicado é fazer o tratamento antiviral por mais tempo, com a utilização de um aminoácido proteico para fornecer mais resistência ao corpo. Por isso, ao primeiro sinal do indesejável herpes labial, procure um especialista para indicar o melhor procedimento.