Como se livrar do suor excessivo

A toxina botulínica A é uma aliada para combater esse problema

Algumas doenças, além de afetarem a saúde, também mexem com a autoestima. Um exemplo é a hiperidrose, caracterizada pelo suor excessivo, que surge de forma imprevisível e sem qualquer fator desencadeante aparente, como exercício físico ou calor. Atinge tanto homens quanto mulheres e pode acontecer nas axilas, mãos e pés. Quem sofre desse problema sabe que os constrangimentos, muitas vezes, são inevitáveis, mas a boa notícia é que existe tratamento, como medicações orais e de uso tópico, lipocuretagem, simpatectomia  e também com a toxina botulínica A.

“O tratamento com toxina botulínica A é uma opção bastante segura, eficaz, pouco invasiva e com alto grau de satisfação. Quem se submete ao procedimento, pode retornar às atividades cotidianas no mesmo dia. Esse método é de fácil realização, mas deve ser aplicado apenas por médicos capacitados”, explica a dermatologista Dra. Luciana de Abreu.

A toxina botulínica A suspende temporariamente a produção de suor excessivo porque atua na glândula sudorípara, responsável pela transpiração. As indicações médicas são individualizadas, portanto, não há uma idade limite para ser submetido a esse procedimento. Existem, no entanto, contraindicações, como gravidez, amamentação e a aplicação em locais inflamados.

O procedimento leva, em média, de 35 a 60 minutos por sessão. Em um primeiro momento, é feito um teste para identificar a intensidade da hiperidrose e para delimitar as regiões com suor excessivo. Então, são realizadas injeções de toxina botulínica A, às vezes sob anestesia, de acordo com a sensibilidade à dor de cada pessoa.

O efeito terapêutico começa a ser notado a partir do terceiro dia pós-procedimento, com redução de 50% da transpiração a partir da primeira semana e, de até 94%, após a segunda. O efeito dura sete meses em média. “Esses resultados, associados à melhora do estado emocional e da autoestima dos pacientes, retardam o reaparecimento dos sintomas da doença e o resultado é a melhora na qualidade de vida”, explica a Dra. Luciana.