Empreendedora e mãe

Você sempre pode fazer mais por você

Já pensou o quão difícil é ser empreendedora e mãe? Pois é! Ter um filho exige muito tempo e responsabilidade, mas além dessa tarefa, algumas mulheres estão se desafiando em fazer mais por elas, e abrindo o seu próprio negócio. Assim, podem controlar seu tempo, ser mais presente na vida do filho e ganhar dinheiro.

Para falar mais sobre o assunto, o Além da Beleza conversou com a Dani Junco, fundadora da aceleradora B2Mamy, startup que ajuda essas mães no processo de criação dos seus próprios empreendimentos. Já foram atendidas 7.000 mulheres das classe A e B, grande parte de São Paulo, mas já chegaram no Rio de Janeiro e em mais sete estados do Brasil.

A empresa nasceu a partir da dificuldade de sua fundadora ao ir em busca de um propósito na vida e a vontade em deixar um legado. “Ao publicar no Facebook sobre estar ansiosa no equilíbrio entre a vida materna e profissional, chamei algumas mulheres para tomar um café e falarmos sobre, apareceram 80. Ali estava a minha resposta, notei que eu não estava sozinha e me reencontrei”, declara Dani Junco.

Mudanças na vida da mulher após ser mãe

“Muda tudo. Prioridades, agenda, corpo, tempo… Impacta muito na carreira, mas procuro resolver com eficácia. No começo me sentia culpada, até ouvir um elogio do meu filho depois de quatro dias de viagem a trabalho. Sempre me lembro disso nos dias mais sombrios”, responde.

Uma curiosidade: a B2Mamy nasceu organicamente e começou a evoluir depois da sua fundadora entender quantas mulheres perdem seus empregos após a licença-maternidade e como isso tem um impacto grande em suas vidas e na economia. Então, veio para o mercado a primeira aceleradora que prepara e conecta mães empreendedoras ao ecossistema de inovação e startups.

A empresa é focada em inovação, tecnologia especialista em maternidade, tem cursos e programas que podem ser adquiridos pelas alunas e uma comunidade que provoca conexão e novos negócios. Possui uma metodologia própria com o apoio e revisão do Google Launchpad. “Elas [empreendedoras] passam pelos principais pilares, desde validação, até canais de tração. Nosso objetivo é que coloquem os projetos na rua e comecem a faturar o mais rápido possível”.

A empresária relata: “mais de 75% das mulheres passam a empreender após a licença maternidade. Mas elas precisam se adaptar com a nova economia, modelo de negócios, novas mídias e as mudanças bruscas que o mundo sofreu com a quarta revolução industrial e suas tecnologias. Então, conduzimos essas mães em uma jornada com esse novo formato”.

Maternidade: período complexo

“Cada mãe tem seu jeito de fazer as coisas. O que acreditamos é que em um período ela se esquece o quanto é complexa, intensa e cheia de outras expectativas, não só sobre a maternidade. Então todos os dias eu sinto que faço mais por mim ajudando essas mulheres, e mais ainda por todas as meninas que virão após a nossa geração”.

Um case de sucesso da startup é da empresária Aline Saito, que começou dando aula para babás, e hoje possui sua própria empresa, a Desenvolver Brincando, uma plataforma de assinatura que oferece “kits personalizados” com materiais de papelaria educativos. Totalmente antenado com a nova economia e já fatura R$ 40.000,00.

Capacidade para fazer mais

 “Ter um espaço só para a B2Mamy com preços acessíveis, para que essas mães possam vir até nós. Fizemos uma pesquisa e enquanto elas estão nos programas e em contato com a gente, o faturamento é 40,32% maior. O sonho é desenvolver Campus pelo mundo focados em inovação, empreendedorismo e maternidade”.

A Dani deixou uma mensagem para as mães que possuem o sonho de empreender, mas ainda não se sentem preparadas: “ Vai dar muito errado e você vai querer desistir todos os dias, então é preciso focar em três motivos importantes: você realmente tem uma ideia que pode virar um negócio; você quer flexibilidade para fazer o uso do seu tempo com o que bem entender; você quer ganhar dinheiro. Além disso, você precisa se adaptar com a transformação digital, o networking e os estudo constante”.

Que tal começar a fazer mais por você, mesmo após a maternidade?