Saúde & Bem-Estar

Nenhum tratamento estético deve ser igual para todos

Entenda a importância da individualização das suas expectativas, necessidades e biotipos

Por menos invasivo que um procedimento facial possa ser, são necessárias a avaliação e a condução de um profissional habilitado. Depois que você toma a decisão de fazer, é difícil não criar expectativas com relação ao resultado. Ainda mais quando este depende não só do tipo de procedimento, mas de um médico que entenda que cada paciente possui um biotipo, necessidades e desejos diferentes. E é só assim, realizando uma avaliação individual e global do paciente, que o profissional conseguirá esclarecer sobre as possibilidades e orientar sobre o que se pode esperar do tratamento.

A individualização dos tratamentos estéticos

A individualização das necessidades de cada paciente é uma realidade que tem sido discutida pela classe médica. O tema, que inclusive foi uma das pautas do GBB (Going Beyond Beauty), evento promovido pela Allergan, é defendido pelo dermatologista André Braz como uma maneira de gerar resultados mais assertivos. “É importante, ainda, que o especialista conheça e entenda as reais expectativas do paciente, se tecnicamente é possível fazer o que ele quer e se o senso estético do profissional está alinhado com o que lhe foi pedido.  Muitas vezes, a pessoa não sabe o que quer e promover essa conversa durante a consulta, esse entendimento por parte do dermatologista ou do cirurgião plástico, é fundamental.”

O dermatologista ainda destaca que, para o médico ter um diagnóstico mais assertivo, é necessário ter uma visão global da face e avaliar primeiro as proporções e depois chegar nas áreas específicas. Essa análise completa é essencial, inclusive para que o profissional possa explicar e justificar as indicações de tratamento.

Para entender melhor, quando um paciente deseja fazer um preenchimento labial, as áreas ao redor da boca (maçãs do rosto, bigode chinês, sulcos em marionete e queixo) precisam estar em boas condições para o resultado ser bom e não dar lugar a uma imagem artificial, comprometendo a estética do rosto.

Expectativa x Realidade: quando há a necessidade de apoio psicológico?

Outro ponto de atenção durante essa avaliação global é a possibilidade de ter um diagnóstico psicológico, que deve ser bastante perspicaz. O dermatologista cita que há casos de transtorno dismórfico corporal e facial, em que o paciente enxerga de forma distorcida sua imagem ou características físicas. Quando o especialista percebe que a pessoa está pedindo um resultado que pode ficar estranho, ou que não ficará natural, ou que ela já tem um rosto que foi muito modificado e ainda insiste em novos procedimentos, observamos que há indícios de transtorno de imagem. E aí, é possível, sim, fazermos a indicação de consulta com um profissional psicólogo ou psiquiatra”.

A individualização também é fundamental nas situações em que o paciente espera um resultado baseado na imagem de uma outra pessoa, como uma celebridade. Neste momento é imprescindível fortalecer que cada caso é um caso e ninguém tem o rosto igual. A referência  pode ter o formato, a estrutura e o volume diferentes dos do paciente. Anatomicamente não é possível mudar tanto alguém para ficar parecido com outra pessoa.  Cabe ao especialista explicar o que é possível melhorar dentro do formato do rosto do paciente, argumentando tecnicamente”, conclui.

Dr.  André Braz
CRM:52634239-RJ

Mais Saúde & Bem-Estar

Leia também