Quem disse que intercâmbio tem idade?

Não existe data limite para viver experiências novas e saber mais

À medida que envelhecemos, temos a impressão de que o tempo tem passado mais rápido, certo? As crianças parecem ter crescido num piscar de olhos, já estamos no meio do ano de 2018 e acredite, daqui a pouco é Natal. A verdade é que o tempo continua passando igual, mas essa sensação não acontece à toa. O psicólogo e filósofo americano William James afirmou que com o avanço da idade, vivemos menos experiências novas. As “primeiras vezes” vão ficando para trás, dando lugar à rotina, não que isto seja ruim, mas ainda há tempo de se aventurar!

A contadora Keila Neiva Nascimento, 42 anos, por exemplo, sentiu a necessidade de falar inglês, tanto por conta da vida profissional quanto da vida pessoal, e por isso está no Canadá para um intercâmbio de um ano. “Foi uma decisão difícil e bastante cara, mas necessária.” É verdade que quanto mais velho, mais trabalhoso é aprender outra língua.  Para ela, ao mesmo tempo que existe essa barreira, há a vantagem de ter maturidade para manter o foco e estar “consciente e centrada no que realmente fui fazer”.

Este é um dos pontos que a Shelton Intercâmbios observa ao trabalhar com pessoas mais velhas. “Os jovens são naturalmente mais imediatistas, às vezes não entendem toda a logística necessária para se entregar o serviço com qualidade. Já os adultos trabalham mais no planejamento facilitando bem mais a nossa assessoria”, explica Ronaldo Alcântara, diretor da empresa.

A Karine Moreira, 41 anos, tinha uma carreira de arquiteta consolidada no Brasil quando optou por deixar o emprego, a família e os amigos e ir aprender inglês na Austrália. A decisão aconteceu por conta de um incômodo profissional que a levou a pedir uma licença de seis meses do emprego para viajar. Quando voltou, ainda não estava 100% satisfeita, deixou a empresa e voltou por mais um ano e meio para a Austrália. Desta vez, além do curso de inglês, negócios e gestão, se arriscou até em aprender a fazer cafés e drinks para se manter no país.

Como elas, muitas mulheres acima dos 30 escolhem o Canadá e a Austrália como destino. Segundo a Shelton Intercâmbios, são os dois países preferido das adultas, seguidos pela Irlanda. “A faixa etária do nosso público é bem abrangente, entre 18 a 40 anos e em nossa agência, 55% dos novos clientes são mulheres”, complementa Alcântara.

A primeira vantagem do intercâmbio é o currículo. Ainda na Austrália, Karine recebeu três propostas com cargo maior na antiga empresa, na última oferta decidiu aceitar porque a vida profissional e a privacidade de uma casa só dela começaram a fazer falta. A segunda vantagem é ainda melhor: a sua pessoal. Como destaca a arquiteta, não é só inglês que você aprende, são novas culturas, outros conceitos de respeito e educação. “Voltei mais aberta, mais livre de preconceitos, aconselho todo mundo a fazer intercâmbio para se tornar uma pessoa melhor”, completa.

Se você se interessou pela ideia, segue a média de valores para um curso de inglês de um mês pela Shelton, já contando as semanas de acomodação e as taxas: Canadá, R$5.500,00; Inglaterra, R$6.000,00; e Malta, R$5.200,00. Importante, esses valores não incluem as passagens aéreas.

É normal se sentir superempolgada com a ideia do intercâmbio e ao mesmo tempo estar receosa por já ter passado dos trinta e pensar que não é mais hora de se arriscar dessa forma.  Claro que cada uma vive uma realidade, mas a verdade é que não existe momento certo para se arriscar, poderia ter sido antes, mas pode ser agora ou no próximo ano. Eventos memoráveis ficam na nossa mente como mais recentes do que na verdade são, que tal tornar isso real?