Sem gênero

Sobre a moda que é feita para todos

Quem nunca roubou a jaqueta do namorado e se achou diva?! Pois é, na hora de se vestir, os padrões também podem ficar de lado. Por isso mesmo, algumas grifes famosas já abandonaram os rótulos “de menina” e “de menino” e apostam suas coleções na moda para todos.

O estilista Vinicius Almeida Ferreira conta que desde adolescente se veste sem pensar em gênero e esse comportamento refletiu na criação da sua própria marca, a Pitô, que por coincidência, surgiu na mesma época que as pessoas voltaram a falar da moda unissex. Ele acredita que essa é uma questão de nicho de mercado, não de tendência. “Faço roupas que vestem pessoas que se identificam com aquilo que estou colocando no mundo, independentemente de serem homens ou mulheres”, revela.

O “Genderless” vai muito além do estilo, é um reflexo sobre liberdade de escolha. Lá em 1920, uma das maiores referências fashionistas, Coco Chanel, lançou as primeiras peças consideradas masculinas para que fossem usadas também pelo público feminino. A calça pantalona e a camiseta bretão, ambas inspiradas pelos uniformes da marinha francesa. Agora, mais do que nunca, o conceito voltou a ganhar força com as marcas apostando em modelagens e caimentos que cabem em corpos de ambos os sexos. Yves Saint Laurent, Gucci e Raf Simmons são algumas das que já mostraram que estão ligadas nesse desejo. Outro ótimo sinal de que os tempos mudaram e a moda está sempre em evolução, é a seção Agender que, desde março de 2015, funciona na renomada multimarca inglesa Selfridge’s, com roupas e até produtos de beleza sem demarcação de gênero.

Enquanto isso, por aqui, outras marcas também estão engajadas e lançam coleções sem segmentação, anote alguns nomes: Farm, Melissa, Herchcovitch YouCom, C&A e Zara.

O que esperar para o futuro? Que mundo da moda continue indo além e quebrando muitos tabus!